Marcado: palestra

Jogando por um mundo melhor

ted talks

Uma coisa que gosto é de ideias originais.

Ontem comecei a assistir ao Ted Talks, série de palestras promovidas por uma ONG norte-americana TED, com propostas que – como diz o slogan – valem a pena ser espalhadas.

O primeiro vídeo que eu vi foi a da norte-americana Jane McGonigal, autora do livro “Reality is Broken“. Designer de games, na palestra ela defendia a ideia de que os jogos podem ser uma ferramenta poderosa para mudar o mundo.

A ideia parece estranha à primeira vista e não disfarcei o ceticismo quando comecei a ver a palestra.

Mas em 20 minutos, McGonigal transformou meu cetismo em entusiasmo.

Segundo ela, a cultura gamer incentiva os usuários a completar desafios com êxito e conseguir o que ela chama de “epic wins (vitórias épicas)”. A autora cita como exemplo o World of Warcraft, um dos mais tradicionais jogos online.

No Warcraft desafios mudam de acordo com o nível do jogador. As pessoas podem se unir em comunidade para enfrentá-los. E, além disso, há um poderoso sistema de recompensas, que serve como uma espécie de reconhecimento ao trabalho.

Isso tudo unido gerou uma base de milhões de usuários que trabalham, diariamente, em resolver missões em um mundo virtual. A questão que McGonigal coloca é que, e se conseguíssemos que essas pessoas – dentro do formato proposto pelos games – trabalhassem também em desafios para mudar o mundo?

Uma das questões que ela coloca é que a organização do mundo real não é tão motivadora quanto a do virtual, e que há milhões de usuários que são profissionais em se organizar em comunidades, solucionar desafios e conseguir “vitórias épicas”. O lance é unir essas duas pontas.

Os jogos apresentam conceitos que poderiam ser melhor utilizados por governos e organizações para conseguirem alcançar seus objetivos com mais eficiência. No limite, o formato dos games podem trazer uma revolução em todo o mercado de trabalho.

Imagina uma empresa ou organização que incentive seus funcionários a atingir objetivos com base em um bom sistema de recompensas e no trabalho em equipe?

Ou se criássemos games em que os objetivos sejam resolver problemas no mundo real?

A questão é instigante e me lembrou o sucesso atual do jogo Minecraft, usado em escolas no mundo todo pelas possibilidades que abre na construção virtual de um mundo.

Vale a pena ver a palestra. Clique aqui para assistir com legendas em português